Recordando

domingo, 10 de junho de 2012

TRINTA DICAS DE DIREÇÃO ECONÔMICA





30 dicas de direção econômica

1. Calibragem de pneus
Com o pneu descalibrado, além de aumentar o seu desgaste, aumenta
também o consumo de combustível em até 5%, pois aumenta a banda de
rodagem, o arrasto, a aderência e o peso, exigindo mais aceleração.
Mantenha sempre seus pneus calibrados.

2. Vidros abertos em rodovias
Trafegar com os vidros abertos em rodovias provoca o que chamamos de
efeito balão, ou seja, o vento entra no interior do veículo alterando
sua aerodinâmica e conseqüentemente sua performance.
Se for realmente necessária  a abertura dos vidros , abra todos os demais
vidros na mesma proporção, mantendo assim equilíbrio da circulação.

3. Nível do combustível
Rodar com o tanque de combustível cheio ajuda na pressão da bomba .
Por isso, com o tanque em nível baixo (reserva), o consumo é maior.
Mantenha seu tanque de combustível acima de ¾ sempre que possível.


4. Chaveiro
Quando se usa junto com a chave do veículo um molho de chaves pesado,
com o movimento, prejudica -se o miolo de ignição do veículo,
danificando-o com o tempo. Tenha um chaveiro exclusivamente para a
chave de seu veículo.


5. Estacionamento
Estacionar com uma das rodas em cima da calçada ou guia provoca torção
no chassi, comprometendo o fechamento das portas e afetando o alinhamento da suspensão.
Verifique sempre este fator ao estacionar seu veículo.


6. Vidros elétricos
Os vidros elétricos devem ser fechados um de cada vez.
Reparem que os veículos novos que possuem travas de porta elétrica com fechamento
automático dos vidros, fecham um de cada vez, para evitar o desgaste da bateria.
Feche os vidros elétricos do seu veículo com ele ainda em funcionamento.


7. AcessóriosNão acione a partida de ignição do seu veículo com nenhum acessório
ligado (lanterna, som etc.) . Isso exige muito da bateria, forçando-a
a um desgaste desnecessário e reduzindo sua vida útil.
 Ligue todos seus acessórios somente com o motor do seu veículo em funcionamento.

8. Partida
Dê a partida de ignição do seu veículo com o pedal da embreagem pressionado .
Isso deixa o motor mais leve, economizando a bateria. Ao dar a partida de ignição
em seu veículo acione a chave até que acendam as luzes do painel,
aguarde por pelo menos 10 segundos e acione.


9. Óleo
Você sabe quais as especificações do óleo da última troca que você fez?
Você costuma deixar essa decisão para o frentista?
Fique atento, pois ele pode ter colocado um óleo 10w-40 (óleo sintético), enquanto
que o ideal poderia ser um óleo 20w-50 (óleo mineral), ou vice-versa, podendo
ser insuficiente sua viscosidade, comprometendo a vida útil do seu motor.
Verifique as especificações do seu veículo.


10. Injeção eletrônica
Se houver a necessidade de retirar a bateria de carros que possuem
Injeção Eletrônica, Computador de Bordo e outros dispositivos elétricos,
evite recolocar a bateria de imediato, pois pode provocar
alguma pane no sistema. Sugerimos que espere por 15 minutos.


11. Peso do veículo
A cada 50 kg a mais que você transporta em seu veículo, equivalem a 1%
de aumento no consumo, seja de combustível, desgastes de suspensão,
pneus e etc... Evite transportar cargas desnecessárias em seu veículo.


12. Combustível
Saiba de algumas dicas para identificar um possível combustível adulterado:
O consumo aumenta sem motivos; Desempenho prejudicado principalmente
e aclive; Dificuldade na ignição com o motor frio; O veículo não se mantém
na marcha lenta (“morre” aleatoriamente). Sons de pino do motor batendo
ao acelerar o veículo (a combustão ocorre em momento errado).


13. Marcador de combustível
Rodar com o tanque de combustível cheio, ajuda na pressão da bomba,
por isso, com o tanque na reserva, o consumo é maior. Procure manter
pelo menos ½ tanque.


14. Partida com motor frio
Não há qualquer vantagem ou necessidade em aquecer o motor antes de
partir com seu veículo, aqueça-o em movimento. O veículo sem injeção
eletrônica se houver a necessidade de aquecer o motor para evitar que
ele falhe, aqueça-o em aceleração constante.


15. Controle do consumo de combustível
Anote a quantidade de combustível abastecida e a quilometragem
percorrida, faça esse acompanhamento periodicamente; se houver
variações, pode ser um sinal de combustível adulterado, motor
desregulado etc... Saiba que haverá variações no consumo entre
rodovias e vias urbanas, principalmente em congestionamentos.

16. Regulagem do motor
O motor desregulado pode consumir até 60% a mais de combustível que o
normal, esteja sempre atento à regulagem do motor, a manutenção
preventiva é muito mais barata que a manutenção corretiva.


17. Velas de ignição
Com apenas uma das velas falhando em seu veículo, você pode ter o
consumo de combustível aumentado em até 10%.
Verifique periodicamente também os cabos das velas.


18. Velocidade
Um veículo a uma velocidade de 80 km/h pode ter seu consumo de combustível
reduzido em até 20% se comparado a uma velocidade de 100 km/h.


19. Óleo do motor (2)
Existem alguns detalhes no que diz respeito à troca de óleo que são
fundamentais que você saiba, verifique as recomendações do fabricante
e a quilometragem para cada troca, mas se você circula com seu veículo
sempre em pequenos trajetos, congestionamentos, não costuma trafegar
em rodovias, recomendamos que a troca de óleo seja feita na metade do
tempo recomendado pelo fabricante.


20. Filtro de Ar
O filtro de ar obstruído perde suas funções de proteção a sujeiras,
impedindo a entrada de ar no sistema de injeção eletrônica, gerando
maior consumo.


21. Freios
Evite frear seu veículo quando inevitavelmente passar por um “buraco”
na via; com o acionamento dos freios à roda pode travar gerando um
impacto maior, o que sobrecarrega a suspensão, o pneu e o próprio
sistema de freios.


22. Pneus
Apoiar o pneu na guia ou meio fio faz com que ele sofra a pressão do
peso do veículo. Isso pode gerar uma deformação na estrutura, alterar
a capacidade de resistência e uniformidade do pneu, além de afetar as
condições de balanceamento do conjunto (roda/pneu).


23. Lombada ou “Quebra Molas”
Ao deparar-se com uma lombada ou quebra molas, nunca passe
transversalmente (cada roda de uma vez) isso pode danificar as buchas
da suspensão, amortecedores e rolamentos. Além disso, provoca maior
torção na carroceria do seu veículo, o que pode empenar o monobloco.


24. Embreagem
Não usar o pedal de embreagem como apoio dos pés, as alavancas desse
sistema são responsáveis por multiplicar de 08 para 400 quilos o peso
aplicado sobre o pedal. O pé constantemente apoiado sobre o pedal
acelera o desgaste do disco, molas e rolamentos em até 40%.


25. Mão na alavanca de câmbioDirigir com a mão apoiada sobre a alavanca de marchas força o
trambulador (peça fundamental na ligação entre o câmbio e as
engrenagens da transmissão) e seus terminais, que podem desgastar-se
excessivamente.


26. Ligar uma bateria em bom estado na descarregada (a famosa “chupeta”)
Se for necessário esse procedimento, tome cuidado para não inverter os
pólos. Isso poderia queimar a central eletrônica, que poderá custar
mais de R$ 1.000,00 dependendo do modelo do veículo.


27. Pegar no Tranco
Em carros com injeção eletrônica, se a bateria estiver arriada, a
central eletrônica não funcionará com menos de oito volts.
Nesse caso, mesmo que o motor funcione, há ainda o risco da correia
dentada não suportar o tranco e “pular alguns dentes”, quebrando a
harmonia de funcionamento do motor e criando o sério risco de empenar
as válvulas. Nesse caso, o prejuízo é grande. E outro problema decorrente
deste hábito é que o combustível não queimado que descer pelo coletor de
escape pode danificar de forma irreversível o catalisador.
O mesmo deve ser evitado em carros com Carburador (sem injeção eletrônica),
pois pode no mínimo, desregular o ponto.


28. Cano de Descarga (Escapamento)
A qualquer sinal de ruídos estranhos (o escapamento está barulhento),
é sinal de que, ou está furado, ou está vazando compressão por uma de
suas juntas. Isso, além de provocar barulhos excessivos, também altera
o rendimento e o consumo. Também aconselhamos a manutenção preventiva,
pois uma simples borracha de sustentação quebrada pode danificar o
escapamento.


29. Banguela
Na ânsia por economizar, alguns motoristas deixam o carro em ponto
morto nas descidas. Nos veículos que têm injeção eletrônica, essa
prática aumenta o consumo, além de sobrecarregar o sistema de freios,
que não poderá contar com o freio motor para auxiliá-lo.
Além disso, essa prática mantém o motor em baixa rotação, e com o
vento  forte no radiador, reduz a temperatura drasticamente, podendo
gerar um choque térmico que provoca a queima da junta do cabeçote
e trincas na carcaça.

30. Última acelerada
Motoristas que têm esse hábito antes de desligar o carro não sabem que
isso só serve para desperdiçar combustível e aumentar as chances de
danificar o motor. Isso porque o combustível não queimado irá “lavar”
o óleo das paredes do cilindro do motor. Quando ligar o carro
novamente, anéis e pistão vão funcionar, por alguns instantes, sem
lubrificação e desgastar mais rápido.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Regina de Castro Pompeu, “De repente, 60”




Regina de Castro Pompeu, terceira colocada no Prêmios Longevidade Bradesco de Jornalismo, Histórias de Vida, com o texto “De repente, 60”
De forma despretensiosa, inscrevi um texto no concurso Premios Longevidade Bradesco Histórias de Vida.
Estou chegando de São Paulo, onde fui participar da premiação.
Mandaram um motorista me buscar e me trazer e fiquei num super-hotel nos Jardins, acompanhada de meu príncipe consorte rsrsrssr.
Entre quase 200 concorrentes, conquistei o 3o lugar, com direito a troféu e diploma.
Mas, sinto como se tivesse recebido o Oscar, pois os primeiros colocados foram  jovens que trabalharam por alguns anos para escrever histórias que mereciam ser contadas.
Meu texto foi o único produzido pela própria protagonista.
O tema central era o realcionamento inter-geracional.
Quase caí da cadeira quando Nicete Bruno, jurada especial me perguntou: "Você é a Regina? Queria muito conhecê-la. Adorei seu texto!!"
Tive, ainda, o privilégio de ser fotografada ao lado da convidada especial, Shirley MacLaine.
É muita emoção, que gostaria de compartilhar com vocês.
Abaixo, o texto premiado e alguma fotos anexas.
Beijos
Regina


DE REPENTE 60 (ou 2x30)
Ao completar sessenta anos, lembrei do filme “De repente 30”, em que a adolescente, em seu aniversário, ansiosa por chegar logo à idade adulta, formula um desejo e se vê repentinamente com trinta anos, sem saber o que aconteceu nesse intervalo.
Meu sentimento é semelhante ao dela: perplexidade.
Pergunto a mim mesma: onde foram parar todos esses anos?
Ainda sou aquela menina assustada que entrou pela primeira vez na escola, aquela filha desesperada pela perda precoce da mãe; ainda sou aquela professorinha ingênua que enfrentou sua primeira turma, aquela virgem sonhadora que entrou na igreja, vestida de branco, para um casamento que durou tão pouco! Ainda sou aquela mãe aflita com a primeira febre do filho que hoje tem mais de trinta anos.
Acho que é por isso que engordei, para caber tanta gente, é preciso espaço!
Passei batido pela tal crise dos trinta, pois estava ocupada demais lutando pela sobrevivência.
Os quarenta foram festejados com um baile, enquanto eu ansiava pela aposentadoria na carreira do magistério, que aconteceu quatro anos depois.
Os cinquenta me encontraram construindo uma nova vida, numa nova cidade, num novo posto de trabalho.
Agora, aos sessenta, me pergunto onde está a velhinha que eu esperava ser nesta idade e onde se escondeu a jovem que me olhava do espelho todas as manhãs.
Tive o privilégio de viver uma época de profundas e rápidas transformações em todas as áreas: de Elvis Presley e Sinatra a Michael Jackson, de Beatles e Rolling Stones a Madonna, de Chico e Caetano a Cazuza e Ana Carolina; dos anos de chumbo da ditadura militar às passeatas pelas diretas e impeachment do presidente a um novo país misto de decepções e esperanças; da invenção da pílula e liberação sexual ao bebê de proveta e o pesadelo da AIDS. Testemunhei a conquista dos cinco títulos mundiais do futebol brasileiro (e alguns vexames históricos).
Nasci no ano em que a televisão chegou ao Brasil, mas minha família só conseguiu comprar um aparelho usado dez anos depois e, por meio de suas transmissões,vi a chegada do homem à lua, a queda do muro de Berlim e algumas guerras modernas.
Passei por três reformas ortográficas e tive de aprender a nova linguagem do computador e da internet. Aprendi tanto que foi por meio desta que conheci, aos cinquenta e dois anos, meu companheiro, com quem tenho, desde então, compartilhado as aventuras do viver.
Não me sinto diferente do que era há alguns anos, continuo tendo sonhos, projetos, faço minhas caminhadas matinais com meu cachorro Kaká, pratico ioga, me alimento e durmo bem (apesar das constantes visitas noturnas ao banheiro), gosto de cinema, música, leio muito, viajo para os lugares que um dia sonhei conhecer.
Por dois anos não exerci qualquer atividade profissional, mas voltei a orientar trabalhos acadêmicos e a ministrar algumas disciplinas em turmas de pós-graduação, o que me fez rejuvenescer em contato com os alunos, que têm se beneficiado de minha experiência e com quem tenho aprendido muito mais que ensinado.
Só agora comecei a precisar de óculos para perto (para longe eu uso há muitos anos) e não tinjo os cabelos, pois os brancos são tão poucos que nem se percebe (privilégio que herdei de meu pai, que só começou a ficar grisalho após os setenta anos).
Há marcas do tempo, claro, e não somente rugas e os quilos a mais, mas também cicatrizes, testemunhas de algumas aprendizagens: a do apêndice me traz recordações do aniversário de nove anos passado no hospital; a da cesárea marca minha iniciação como mãe e a mais recente, do câncer de mama (felizmente curado), me lembra diariamente que a vida nos traz surpresas nem sempre agradáveis e que não tenho tempo a perder.
A capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo diminuiu, lembro de coisas que aconteceram há mais de cinquenta anos e esqueço as panelas no fogo.
Aliás, a memória (ou sua falta) merece um capítulo à parte: constantemente procuro determinada palavra ou quero lembrar o nome de alguém e começa a brincadeira de esconde-esconde. Tento fórmulas mnemônicas, recito o alfabeto mentalmente e nada! De repente, quando a conversa já mudou de rumo ou o interlocutor já se foi, eis que surge o nome ou palavra, como que zombando de mim...
Mas, do que é que eu estava falando mesmo?
Ah, sim, dos meus sessenta.
Claro que existem vantagens: pagar meia-entrada (idosos, crianças e estudantes têm essa prerrogativa, talvez porque não são considerados pessoas inteiras), atendimento prioritário em filas exclusivas, sentar sem culpa nos bancos reservados do metrô e a TPM passou a significar “Tranquilidade Pós-Menopausa”.
Certamente o saldo é positivo, com muitas dúvidas e apenas uma certeza: tenho mais passado que futuro e vivo o presente intensamente, em minha nova condição de mulher muito sex...agenária!

 




terça-feira, 29 de maio de 2012

TEMPORALIDADE DE DOCUMENTOS

Tabela de Temporalidade de Documentos de Pessoa Física
1. VIDA FINANCEIRA
1.1 PAGAMENTO DE TRIBUTOS
Documento
Prazo de Guarda
Prazo de Precaução
Observações
1.1.1 Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) e seu respectivo DARF
5 anos, contados a partir do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado

Os comprovantes devem ser mantidos durante os 5 anos subseqüentes ao da respectiva declaração, ou seja, 6 anos (Código Tributário Nacional, Lei 5.172/66, art. 173, I). O mesmo prazo aplica-se aos comprovantes utilizados na declaração do imposto de Renda
1.1.2 Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e seu respectivo DARM
5 anos, contados a partir do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado
10 anos
Os comprovantes devem ser mantidos durante os 5 anos subseqüentes ao da respectiva cobrança (Código Tributário Nacional, Lei 5.172/66, art. 173, I). Depois deste prazo, a dívida prescreve e a Prefeitura não pode mais cobrá-la, porém, para efeito de comprovação de propriedade, é necessário manter o comprovante por 10 anos
1.1.3 Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA)
5 anos, contados a partir do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado

Os comprovantes devem ser mantidos durante os 5 anos subseqüentes ao da respectiva cobrança (Código Tributário Nacional, Lei 5.172/66, art. 173, I). Na transferência de veículo, o comprador deve solicitar os últimos quatro anos, para evitar fraudes, uma vez que o vendedor pode apresentar o último pagamento, sem que os anteriores estejam pagos.
1.2 PAGAMENTO DE CONTAS DE CONSUMO (ÁGUA, LUZ, TELEFONE)
Documento
Prazo de Guarda
Prazo de Precaução
Observações
1.2.1 Comprovante de pagamento de conta de água, luz, telefone (inclusive o celular)
90 dias
5 anos
Por sua natureza de relação de consumo, o prazo é definido pelo Código de Defesa do Consumidor, Lei. 8.078/90, art. 26, II. Em caso de necessidade de questionamento de valores de tributos, seguir o Código Tributário Nacional, Lei 5.172/66, art. 173, I). Manter as contas também serve como garantia de manutenção dos serviços. Caso o fornecedor alegue que uma conta antiga não tenha sido paga e o consumidor não disponha mais de comprovante, poderá pedir para que o fornecedor prove que a conta não foi paga. A comprovação também pode ser feita por extrato bancário, em caso de débito automático
1.3 PAGAMENTO DE ALUGUEL E CONDOMÍNIO
Documento
Prazo de Guarda
Prazo de Precaução
Observações
1.3.1 Recibo de pagamento de aluguel
3 anos

Ver Código Civil, Lei 10.406/02, art. 206, § 3º, I.
1.3.2 Recibo de pagamento de condomínio
5 anos

Ver Código Civil, Lei 10.406/02, art. 206, § 5º, I. É possível solicitar à administradora do condomínio, periodicamente, uma declaração de que não existem débitos pendentes. Assim, é mantido apenas um documento arquivado
1.4 COMPRA (IMÓVEIS, BENS DURÁVEIS E NÃO-DURÁVEIS)
Documento
Prazo de Guarda
Prazo de Precaução
Observações
1.4.1 Recibo dos pagamentos das parcelas de imóvel
Até que seja feito o registro da escritura no Cartório de Registros de Imóveis


1.4.2 Nota fiscal de compra de bem durável

Prazo de garantia
Vida útil do produto
Ainda que o prazo de garantia dado pelo fabricante tenha se esgotado, alguns defeitos que não ocorrem pelo desgaste natural do bem podem surgir após a garantia, o chamado "vício oculto". Exemplo disso é o "recall" de automóveis. Ver Código de Defesa do Consumidor, Lei 8.078/90, art. 26, § 3°
1.4.3 Nota fiscal deprodutos e serviços não-duráveis
30 dias

Os alimentos são exemplo desta categoria, e a nota deve ser preservada pelo prazo da garantia legal de 30 dias (Código de Defesa do Consumidor, Lei 8.078/90, art. 26, I).
1.5 SERVIÇOS BANCÁRIOS E FINANCEIROS
Documento
Prazo de Guarda
Prazo de Precaução
Observações
1.5.1 Comprovante dedepósito bancário
Não especificado

Deve-se guardar até comprovação do crédito em conta
1.5.2 Extrato bancário
5 anos

Para comprovação de pagamentos diversos (cf. CC, CTN); de salários, na falta de holerite (cf. CLT); de movimentação financeira (fisco, por exemplo)
1.5.3 Fatura de cartão de crédito
3 anos, se houver parcelamento, com relação à discussão dos juros aplicados.
5 anos, com relação a eventuais cobranças
Para faturas de cartão de crédito não há determinação legal. A Associação Nacional dos Usuários de Cartão de Crédito recomenda que elas sejam mantidas pelo mínimo de um ano, por cautela, para que o consumidor se previna contra eventuais lançamentos indevidos e/ou cobrança em duplicidade por parte das administradoras de cartões de crédito. É importante ressaltar que a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular (que seria o caso dos cartões, pois o consumidor assina um contrato) prescreve em 5 anos (Código Civil, Lei 10.406/02, art. 206)
1.6 CONTAS E RECIBOS GERAIS
Documento
Prazo de Guarda
Prazo de Precaução
Observações
1.6.1 Carnê e/ou comprovante de pagamento de consórcio
Até a entrega da carta de liberação da alienação fiduciária


1.6.2 Comprovante de pagamento de mensalidades escolares
5 anos
Guardar de preferência até o término do curso, após receber o certificado ou diploma
Obedece ao prazo previsto no Código Civil, Lei 10.406/02, art. 206, § 5º, I. Quando utilizado para efeito de abatimento em Imposto de Renda, deverá ser arquivado por 6 anos, juntamente com a Declaração
1.6.3 Comprovante de pagamento de convênio médico
5 anos

Obedece ao prazo previsto no Código Civil, Lei 10.406/02, art. 206, § 5º, I. Quando utilizado para efeito de abatimento em Imposto de Renda, deverá ser arquivado por 6 anos, juntamente com a Declaração
1.6.4 Comprovante de pagamento de TV por assinatura
5 anos

Obedece ao prazo previsto no Código Civil, Lei 10.406/02, art. 206, § 5º, I
1.6.5 Comprovante de pagamento de honorários de profissionais liberais
5 anos após a conclusão dos serviços, ou após cessação do contrato ou mandato.

Obedece ao prazo previsto no Código Civil, Lei 10.406/02, art. 206, § 5º, II
1.6.6 Comprovante dehospedagem
1 ano

Cobranças referentes à hospedagem e alimentação em hotéis obedecem ao prazo previsto no Código Civil, Lei 10.406/02, art. 206, §1º, I
2. VIDA TRABALHISTA
Documento
Prazo de Guarda
Prazo de Precaução
Observações
2.1 Cartão do Programa de Integração Social (PIS)
Permanente


2.2 Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS)
Permanente


2.3 Extrato da conta vinculada do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)
2 meses

O trabalhador pode conferir a regularidade dos depósitos em sua conta vinculada através de extrato enviado à sua casa de 2 em 2 meses. Se não estiver recebendo o extrato, o trabalhador deverá informar seu endereço completo em uma agência da CAIXA ou pela Internet, no site <www.caixa.gov.br>
2.4 Holerite/recibo depagamento de salário
Aposentadoria

Guardar até a autorização de concessão do benefício, para fazer prova de tempo de serviço e de contribuição
2.5 Guia de recolhimento previdenciário comoautônomo
Aposentadoria

Guardar até a autorização de concessão do benefício, para fazer prova do tempo de serviço e de contribuição
2.6 Termo de Rescisão de Contrato de Trabalho(TRCT)
Aposentadoria

Guardar até a autorização de concessão do benefício, para fazer prova do tempo de serviço e contribuição
3. PATRIMÔNIO
Documento
Prazo de Guarda
Prazo de Precaução
Observações
3.1 Escritura de imóvel
Permanente

Comprova o direito de propriedade do bem. Em caso de venda, deve ser transferido ao novo proprietário
3.2 Certificado de Registro e Licenciamento Anual(CRLV)
1 ano

Documento de porte obrigatório para o condutor do veículo, sob pena de multa e apreensão deste (Código de Trânsito Brasileiro, Lei. 9.503/97, art. 230, V). Pode ser substituído por uma cópia autenticada pela repartição de trânsito competente
3.3 Apólice de seguro (de vida, de residência, de saúde, de veículo etc.)
1 ano, após o final da vigência

O prazo é contado a partir da data de citação pelo terceiro prejudicado ou da indenização feita a este, no caso de responsabilidade civil, ou do fato gerador da pretensão, nos demais casos. Ver Código Civil, Lei. 10.406/02, art. 206, § 1º, II
4. CIDADANIA
Documento
Prazo de Guarda
Prazo de Precaução
Observações
4.1 Título de eleitor
 Permanente

Se o titular deixar de votar ou justificar por três votações consecutivas, o título será cancelado. Cada turno é considerado uma votação
4.2 Comprovante de votação
Manter os comprovantes dos dois últimos sufrágios(inclusive dos turnos, se houver)

Em caso de perda dos comprovantes, é possível solicitar a qualquer Cartório Eleitoral uma Certidão de Quitação Eleitoral, que será emitida na hora, devido ao acesso direto ao Cadastro Geral de Eleitores. Para os eleitores inscritos no Estado de São Paulo, a requisição pode ser feita através da internet, no site <www.tre-sp.gov.br>
4.3 Certidão de nascimento
Permanente

Possui validade até a certidão de casamento
4.4 Certidão de casamento
Permanente

Possui validade até a certidão de óbito
4.5 Certidão de óbito
Permanente

PREGUIÇA DE SOFRER.







 
Preguiça de sofrer
Zuenir Ventura
 
 
Há 26 anos, elas cumprem uma alegre rotina: às sextas-feiras pela manhã sobem a serra e descem aos domingos à tarde, quando não permanecem a semana toda lá, em sua casa de Itaipava, distante hora e meia do Rio.
 
São quatro irmãs de sobrenome Sette -
 
Mily, a mais velha, de 86 anos; Guilhermina (84), Maria Elisa (76) e Maria Helena (73) - mais a cunhada Ítala (87), a prima Icléa (90) e a amiga de mais de meio século, Jacy (78).
 
O astral e a energia da "Casa das sete velhinhas" são únicos.Elas cuidam das plantas, visitam exposições, assistem a shows, lêem, jogam baralho, conversam, discutem política, vêem televisão, fazem tricô, crochê e sobretudo riem.
 
Só não falam e não deixam falar de doença e infelicidade.
 
Baixaria, nem pensar... Quando preciso tomar uma injeção de ânimo e rejuvenescimento, subo até lá, como fiz no último sábado.Já viajamos juntos algumas vezes, como a Tiradentes, por cujas redondezas andamos de jipe, o que naquelas estradas de terra é quase como andar a cavalo. Tudo numa boa. Elas têm uma sede adolescente de novidade e conhecimento.
 
Modéstia à parte, são conhecidas como "As meninas do Zuenir". Me dão a maior força.Quando sabem que estou fazendo alguma palestra no Rio, tenho a garantia de que a sala não vai ficar vazia.São meu público cativo e ocupam em geral a primeira fila. Numa dessas ocasiões, com a casa cheia, elas chegaram atrasadas e fizeram rir ao se anunciarem a sério na entrada: "Nós somos as meninas do Zuenir".
 
Nos conhecemos nos anos 70, quando morávamos no mesmo prédio no Rio e Maria Elisa, que é química, passou a dar aulas particulares de matemáticapara meus filhos, ainda pequenos, de graça, pelo prazer de ensinar.Depois nos mudamos, continuamos amigos e nossa referência passou a ser a casa de Itaipava, onde minha mulher e eu temos um cantinho, um pequeno apartamento na parte externa da casa, os "Alpes suíços".No começo o terreno não passava de um barranco de terra vermelha.
 
Hoje é um jardim suspenso, com árvores e flores variadas que constituem uma atração para os pássaros. Dessa vez, não cheguei a tempo de ver a cerejeira florida, mas em compensação assisti a uma exibição especial de um casal de papagaios. O interior da casa é um brinco, não fossem elas meio artistas, meio artesãs, todas muito prendadas, como se dizia antigamente.Helena e Jacy, por exemplo, tecem mantas e colchas de tricô e crochê que já mereceram exposições.Mily desafia a idade preferindo as novas tecnologias e a modernidade, sem falar no vôlei, de que é torcedora apaixonada. Sabe tudo de computador e, com Jacy, freqüenta todos os cursos que pode: de francês a ética, de inglês a filosofia.
 
Na parede, Tom Jobim observa tudo. A foto é autografada para Elisa, de quem ele foi colega no Andrews.Aliás, nesse colégio da Zona Sul do Rio,Guilhermina trabalhou 53 anos, como secretária e professora de Latim, que ela ensinava pelo método direto, ou seja, falando com os alunos. Ficou muito feliz quando na praia ouviu, vindo de dentro do mar, o grito de alguém no meio das ondas,provavelmente um surfista: "Ave, magister!".Amiga de personagens como o maestro Villa-Lobos, ela ajudou ou acompanhou a carreira de dezenas de jovens que passaram por aquele tradicional colégio, cujo diretor uma vez lhe fez um rasgado elogio público, ressaltando o quanto ela era indispensável ao educandário.
 
No dia seguinte, ela pediu as contas, com essa sábia alegação:"Eu quero sair enquanto estou no auge,não quando não souberem mais o que fazer comigo".Foi para casa e teve um choque, achando que não ia suportar a aposentadoria. Durou pouco, porque logo arranjou o que fazer. É tradutora e gosta muito de etimologia: adora estudar a vida das palavras desde suas origens, principalmente quando são gregas. Ah, nas horas vagas faz bijuterias.Para explicar como se desvencilhou do vazio de deixar um emprego de 53 anos e começar nova vida já velha, Guilhermina usou uma frase que se aplica a todas as outras seis velhinhas e que eu gostaria de adotar também:- "Tenho preguiça de sofrer".Não são o máximo as meninas do Zuenir?
 
"Ter problemas na vida é inevitável, ser derrotado por eles é opcional"
 
                   Zuenir Ventura