Recordando

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

No norte de Minas Gerais,as Leis foram passear.


Que em Minas Gerais é perda de tempo atender ao chamamento para você apresentar a sua petição de correição? Veja,meu caro leitor,a data desta correição e até a presente data ninguém foi punido. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais transferiu a Doutora Juíza Dra, Pollyanna Lima Neves para que ela não tomasse nenhuma providência diante das denuncias apontadas na petição cheia de verdades como esta a seguir. 















A capenga Justiça mineira.


A Justiça mineira não aplica as Leis e nem respeita o Estatuto do Idoso. 
Só mesmo no Estado de Minas Gerais para acreditar que uma Titular de Cartório de Registro de Imóveis entregue a certidão abaixo ao seu marido Antonio José Leal Junior e primo para propositura de uma Ação de Reintegração de Posse. Mais até tudo bem.Do que se trata é de uma certidão falsa porque a escritura foi anulada em 1964. Depois de anulada, o proprietário vendeu duas partes desmembradas do imóvel e no dia 10 de junho de 2010 a Senhora Nair Maria Rezende Prates Leal  expediu  para ajudar os seus queridinhos. Hoje, completam 39 meses que a ação está em cima da mesa da Juíza para julgamento. E para completar o autor da ação não existe desde 2008, conforme certidão da Receita Federal. 
Todos as denuncias já foram feitas e a Justiça continua abraçando a ilegalidade em favor de coronéis do norte de Minas Gerais. E a OAB - Ordem dos Advogados do Brasil aplaude o patrono da ação Wendell Almeida Prates que é useiro e vizeiro em usar documentos falsos em ações.A Corregedoria de Polícia Civil e o MP - Ministério Publico que lhes dá toda a proteção para não ser condenado.   








terça-feira, 17 de setembro de 2013

Perseguição na criação de Academia de Letras.

Nada impede a criação de uma academia de Letras,tendo escritores de livros aprovados pela Biblioteca Nacional. 
Mas não tem nenhuma ligação com as funções de um Secretario de Cultura de Estado ou de Município.
Mania de escrever não tem nada haver com ser escritor de livros.
Academia de Letras não tem nenhuma ligação com a cultura do país.
 Ela não pode e não deve ser ligada à Secretaria de Cultura
 que deverá sim criar concursos literários para que surjam novos escritores. 



Lamento muito,mas não gostaria de escrever esta página já que conheço corjesuenses que lutam dentro da literatura para conseguirem um espaço. Mas, impossível não responder aos meus eternos perseguidores.Chegam ao ridículo de pensarem que irei me incomodar em não fazer parte de um grupo que deram o nome de Academia. Aproveito para mostrar que deviam primeiro pesquisar para depois tentarem,somente tentarem continuar uma perseguição que nunca obterão êxito.
 Para a criação de uma Academia de Letras, há necessidade de que os integrantes façam prova de que os seus livros são de sua autoria. Não basta escrever um livro, pagar uma gráfica e jogar no mercado para ser considerado Escritor. A Biblioteca Nacional,situada na avenida Rio Branco na cidade do Rio de Janeiro certificará se é plágio ou não. Plágio o nome usado para dizer se alguém copiou de alguém
Até a presente data,desconheço que outro escritor corjesuense tenha registrado as suas obras na Biblioteca Nacional. Eu sempre registrei.Portanto,os direitos autorais são meus e não há perigo de ser acusado de plágio. 


O Secretário de Cultura, ignorando que Academia nada tem nada haver com a sua Secretaria insiste com o Prefeito na criação de uma Academia, deixando de lado a minha história literária. O curioso é que a sua loja de venda de camisas fica ao lado da Rua Beco,30 que foi um reconhecimento dos Corjesuense ao meu trabalho. 




Quando não existia a facilidade da internet, o meu quarto livro
 BECO,30 foi divulgado em todo o Brasil.Coração de Jesus nas páginas brancas da imprensa.

Em uma entrevista de Deborah Stajnberg,concedida à colega jornalista  Maria Helena Esteban, ela nos ensina advertindo sobre direitos autorais. Vamos a alguns trechos da entrevista que afasta totalmente a possibilidade de criação de Academia de Letras no município de Coração de Jesus-MG porque a maioria dos escritores não cumpre o que vai a seguir.

Em linhas gerais, o que todo autor deveria saber – ou nunca se esquecer – em relação à proteção de sua obra?Embora a lei não determine obrigatoriamente o registro, é muito mais fácil a defesa dos direitos de autor se a obra estiver registrada. O autor deve ter muito cuidado ao apresentar essa obra, até para possíveis patrocinadores. Antes, ele deve registrar na Biblioteca Nacional. Porque o que acontece, às vezes, é de uma pessoa ficar interessada pelo projeto, ter uma ideia do que aquele autor escreveu e depois montar com outra equipe.
Qual é a melhor forma de proteger material escrito, como textos em geral, peças teatrais e roteiros?Registrando na Biblioteca Nacional.

O registro de uma obra na Biblioteca Nacional não é obrigatório para seu uso ou publicação. Sendo facultativo, quais as vantagens deste registro?A vantagem é que no caso de conflito ou dúvida sobre a autoria da obra, o registro facilita muito a defesa.
Quando a obra não é registrada na Biblioteca Nacional, quais cuidados o autor deve ter?Deve fazer um termo de responsabilidade para ser assinado por todos os que vierem a ter acesso àquela obra.
Até que ponto podemos classificar uma obra como similar a outra? O que caracteriza o plágio?Isso é da maior subjetividade, pois fora do contexto é impossível sabermos se houve plágio ou não. O ideal é um perito fazer tal aferição.
Qual impacto teve a internet para a questão do direito autoral?As pessoas passaram a ter acesso a todo um conteúdo que antes não tinham, porém ainda não há consciência plena de que o autor tem que se retribuído.

Gostaria de fazer considerações finais?Que os autores procurem sempre se informar com especialistas antes de firmarem qualquer documento, pois o que vemos são contratos ou termos mal redigidos porque o autor deu para um parente ou um amigo “dar uma olhada”. Se não puder procurar um advogado especializado, procure as entidades, procure a SBAT, o ECAD , a AUTIVIS , que é dos artistas visuais... Procure a sua entidade ou a Biblioteca Nacional. Hoje em dia, com a internet, você descobre tudo. Você não pode ter desleixo com a sua obra. A sua obra é sua obra, você tem cuidar com o maior cuidado, o maior carinho. A sua obra é o que vai ficar. Você vai embora, mas sua obra vai ficar. Eu sempre digo isso para os clientes do escritório: você, nós todos vamos embora, mas a obra vai ficar.

Deborah Stajnberg é doutoranda, Mestre em Direito Empresarial e pós-graduada em gerência da indústria do entretenimento. Advogada de diversos artistas e produtores, bem como assessora de casas de espetáculos e empresas de produção artística. Professora de diversos cursos de pós-graduação relacionados à cultura e entretenimento, tendo publicado nacional e internacionalmente diversos artigos sobre o tema.
Confira a entrevista completa: 
http://www.casadoautorbrasileiro.com.br/direito-autoral/sobre-direito-autoral


II - O ACADÊMICO FILGUEIRAS LIMA, da Academia de Letras do Estado do Ceará, em seu discurso de 15 de agosto de 1951, definiu com maestria o que é uma Academia de Letras.

Veja parte do discurso:
Função Social e Política das Academias
"Não devem ser as academias igrejinhas de maior âmbito em que o espírito de coterie possa manifestar-se mais ampla e desenvoltamente. O seu objetivo não é o mutuo turibular do incenso da lisonja: não é o reciprocar permanente de elogios bajulatórios, nem a permuta oficial de láureas e títulos honoríficos. Reduzidas a essa função de instrumento de vaidade pessoal e da fatuidade humana, transformar-se-iam, por certo, num entrave ao progresso das letras que essencialmente, lhes compete incrementar, ampliar, desenvolver e dirigir. Academia que não é foco de cultura, que não acende ideais de elevação mental na alma de um povo ou de uma nação, que não aprimora e opulenta os recursos da língua nacional, assegurando-lhe o resguardo e patrocínio das formas e modos expressionais de maior beleza e pureza idiomática - é academia que não tem consciência de si mesma, do seu papel, da sua função, da sua autoridade, do seu ministério, da sua força. Se não exerce influência na difusão das letras e na formação da sensibilidade estética do povo em geral, deixa de representar um órgão de vital importância no desenvolvimento histórico e cultural do país. 
Academias como grêmios literários, para o só e monótono declamar de versos e discursos, vazios de conteúdo humano e social, desligados da realidade viva da época e do meio, nada constroem, nada significam, nada deixam: são anarcronismos incompatíveis com as necessidades e problemas culturais do nosso tempo."
              
III - A diferença crucial entre escrever livros e ser escritor.
Esta entrevista com o escritor português José Jorge Letria me fez pensar sobre uma pergunta crucial que todos que escrevem histórias de ficção devem se fazer:

Você quer escrever livros ou você quer ser escritor?

Sim, existe uma diferença entre um desejo e outro.
Se você quer escrever livros, você deseja ser um autor.
Você acredita que tem ideias interessantes, que podem resultar em boas histórias. Você acredita que algumas dessas histórias tem o potencial de despertar o interesse de um público grande o suficiente para atrair o interesse de uma editora. Sua maior meta é desenvolver a habilidade de manter o leitor interessado na sua história, da primeira linha até o último ponto final. Palavras são ferramentas para transmitir suas ideias e pensamentos.
Se você quer ser escritor, você deseja ser um pensador.
Você acredita que tem uma visão única sobre o mundo, que pode resultar em histórias que vão tocar a vida de outras pessoas. Você acredita que algumas dessas histórias têm o potencial de despertar mudanças reais na forma como outros veem o mundo. Sua maior meta é desenvolver a habilidade de fazer o leitor sentir na pele o drama dos seus personagens, da primeira linha até o último ponto final. Palavras são aliadas nos seus incansáveis esforços de dar sentido ao mundo e às suas experiências.
 Se você decidir que quer ser escritor, abaixo estão 4 das dicas mais importantes que o José Jorge Letria dá nesse vídeo:
1. “Ser escritor é [...] um trabalho rigoroso e exigente. E que ninguém se convença que só por ter jeito ou habilidade consegue tornar-se escritor.”
2. “Raro é o dia em que eu não escreva. Com disciplina, com dedicação e com exigência. Só assim um autor pode conquistar o seu lugar e assumir-se também como um profissional daquilo que faz.”
3. “Escritor, como um músico, um pintor, como um coreógrafo [...] precisa de ter uma enorme dedicação, uma grande capacidade de entrega àquilo que escolheu para ser o seu trabalho.”
4. “Se quiserem ser escritores, escolham esse caminho sem hesitação, mas sempre com a convicção de que é preciso trabalhar muito para se merecer esse título.”
.E você, quer escrever livros ou ser escritor?
Assista a entrevista no vídeo abaixo
http://ficcao.emtopicos.com/2012/03/escrever-livro-ser-escritor/


Não devemos usar para confundir "eu gosto de escrever" querendo dizer " eu sou escritor".

Escrever para mim é isto. É tentar ter a cabeça e o coração sempre ligados, numa espécie de comunicação da alma com o corpo. Escrever é dizer e fazer o que nos apetece e depois termos que confessar ao papel os nossos actos. Escrever é dos actos mais naturais e também mais hostis que eu conheço. Escrever comporta hostilidade porque existe um tanto de sofrimento quando se escreve, uma frase que é dita e que nos é dolorosa, uma palavra que nos desperta o enxame que tínhamos guardado religiosamente nas profundezas do nosso Ser. Depois de escrevermos o Mundo não fica o mesmo: primeiro sou eu que me modifico porque não sou eu mesmo… Quando Escrevo. Um livro, uma frase, uma palavra têm a magnífica capacidade de mudar o Mundo através da mudança de ideias.
 Escrever traz consigo, também, algo de companheirismo de modo que parece que temos que “prestar contas” com um Ser que se desconhece mas que nos controla à distância. Sendo assim, escrever é portanto um acto de escravidão: é uma questão de termos nascido para Escrever ou não, quase uma coisa de invalidez pelo nascimento e depois pronto durante toda a vida saem umas coisas às quais convencionalmente chamamos como “Escrita”, umas coisas que estupidamente e todos vaidosos mostramos aos amigos e eles dizem que não tem fundamento nenhum. Escrever é aquilo que faço agora a uma velocidade estrondosa e alucinante cujo bater das teclas me embala ao longo do teclado e sinto o coração irado e com vontade de estoirar! Escrever é dizer que sou capaz de mudar o Mundo porque quando se escrever, o Sonho materializa-se! Sou escritor e nunca escrevi nenhum livro. Sou escritor e sempre vivi neste meu recanto, com 22 anos feitos, um curso para terminar e com um trabalho que sempre me dá para ir comprando timidamente uns livros, acto que me incita a tentar esboçar alguns tiques de intelectual. Mas, ainda assim, tenho a ilusão mais infantil de me considerar como escritor, convencido que estou de que cada um de nós transporta consigo um ente semi-escondido de Escritor. E Escrever, meus caros, está muito longe de escrever livros ou de ser autor de um best-seller: os grandes escritores são antes de tudo aqueles que sempre foram fiéis aos momentos mais íntimos de partilha dos seus sentimentos entre duas pessoas: o Próprio e esse Ser que se desconhece mas que nos controla à distância.
publicado por Simao_psi às 23:11



segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Uma verdade mais do que verdadeira.


                               APRENDA A CHAMAR A POLÍCIA!

Eu tenho o sono muito leve e, numa noite dessas, notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.
Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro.
Como minha casa era muito segura, com grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado.
Mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali,espiando tranqüilamente.
Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço. Perguntaram- me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa.
Esclareci que não sabia e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.
5 minutos depois liguei de novo e disse com a voz calma:

- Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal, estou retornando apenas para cancelar a viatura, já resolvi o problema. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações, o tiro fez um estrago danado no cara, também lancei uma granada no quintal, para ter certeza que não havia mais ninguém, a explosão arrancou as pernas e um braço do ladrão e ele esta agonizando no quintal agora. Só queria agradecer a atenção.

Passados menos de três minutos, estavam na rua 5 carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos da OAB-Ordem dos Advogados do Brasil, que não perderiam isso por nada neste mundo.
Ao chegarem, prenderam o ladrão em flagrante roubando o meu carro na garagem, e todos estavam surpresos por não ter encontrado uma cena de tragédia.
Um tenente se aproximou de mim e disse:
- Fui informado que havia matado o ladrão.

Eu respondi:
- Fui informado que não havia nenhuma viatura disponível.

domingo, 15 de setembro de 2013

"...Vergonha de Ser honesto.Terra Sem Lei.


Rui Barbosa nasceu na Bahia. O saudoso escritor visitou Coração de Jesus-MG e se inspirou para escrever esta verdade que paira até nos dias de hoje nesta "TERRA SEM LEI". A verdade é que o saudoso baiano nunca mais voltou ao município. Pouco adianta estas vindas de Polícia Federal, CGU - Controladoria Geral da União, Correições Judiciais, Corregedoria de Polícia Civil, TCU-Tribunal de Contas da União, etc. se a cada minuto a política pari um corrupto. O que mais se vê são fetos politiqueiros sendo ressuscitados. Ou mesmo, de cujus na política deixando herdeiros de maldades contra o nosso povo sofredor sem defensoria pública para requerer os seus direitos que estão massacrados por uma minoria que comemora todos os dias a cegueira da Justiça. Uma terra que de três em três meses,forças ocultas, não deixam Juízes e Promotores honestos trabalharem para por fim as ilegalidades e as imoralidades de atos hostis aos indefesos.


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Ex-prefeito Antônio Cordeiro de Faria é transferido.













FONTE:
http://www.geraisnews.com.br/notícias/slideshow/item/4411-cordeiro-é-transferido-para-prisão-federal.html


Conforme o Ministério Público Federal (MPF), o ex-prefeito de Coração Jesus, Antônio Cordeiro, que foi o primeiro prefeito a usar tornozeleira eletrônica no Brasil, tentou subornar a principal testemunha do caso investigado pelo Ministério Público Estadual (MPE) de acusação de desvios milionários de recursos públicos. O novo mandado de prisão, que foi expedido e cumprido na terça-feira (3), tem como base a mesma acusação: ameaça e intimidação.

O pedido de prisão preventiva, desvio de dinheiro público e falsidade ideológica de documentos públicos foi pedido pelo MPF em Montes Claros na última segunda-feira (2). O crime de desvio e apropriação de recursos públicos também foi imputado a Ângelo Pedro Neto, John Kennedy Souza Versiani, Walfredo Soares Barbosa e Ady Wesley Silveira Dias. Os auxiliares de Antônio Cordeiro, Ângelo Pedro e John Kennedy, ainda foram acusados do crime de corrupção de testemunhas. E por falsidade ideológica também respondem um servidor do Ministério da Integração Nacional, Elísio Eustáquio da Silva, e o engenheiro Walfredo Soares Barbosa.

Crime

O crime teria iniciado no fim de 2010, quando o ex-prefeito pediu recursos ao Ministério da Integração Nacional para obras de emergência em decorrência das chuvas. A verba seria utilizada na recuperação de 100 km de estradas na zona rural do município e na reconstrução de 18 moradias na área urbana.

O órgão federal aprovou a transferência de R$ 2 milhões, divididos em duas parcelas. A primeira referente à recuperação das estradas e a segunda para a construção das casas. No entanto, a última verba só seria repassada após a conclusão da primeira etapa.

Em fevereiro de 2012, a prefeitura comunicou que havia concluído a obra, que teria sido realizada pela Construtora Potencial, de propriedade do também denunciado Ady Wesley Silveira Dias. Contudo, no mês seguinte, a PF recebeu denúncias de que as obras não haviam sido terminadas.

As investigações revelaram que, além de não estarem concluídas, as obras estavam sendo feitas com máquinas e servidores do município. Revelou, também, que Antônio Cordeiro, Ângelo Pedro, John Kennedy, Walfredo Soares e Ady Wesley teriam se unido para desviar parte dos recursos federais destinados à recuperação das estradas.

Desvio e falsidade ideológica

Para cometer o crime, o ex-prefeito e seus subordinados Ângelo e John Kennedy convenceram o dono da construtora, Ady Wesley, a subcontratar outras duas empresas para execução de parte das obras, a um custo muito inferior ao do contrato firmado com a construtora. Assim, eles desviaram, no mínimo, R$ 552.299,14.

Outro crime atribuído a Antônio Cordeiro e a Walfredo Soares Barbosa foi o de falsidade ideológica, já que, segundo o MPF, eles elaboraram uma falsa prestação de contas afirmando que as obras de recuperação das estradas teriam sido executadas. Para isso, o engenheiro civil da Secretaria Nacional de Defesa Social, Elísio Eustáquio da Silva atestou falsamente que o empreendimento estaria concluído.

Penas

A pena para o crime de falsidade ideológica em documento público vai de um a cinco anos, mas quando cometido por servidor público no exercício de suas funções, ela deve ser aumentada em um sexto. Elísio Eustáquio, se condenado, poderá perder o cargo público. O crime de corrupção de testemunhas é punido com 3 a 4 anos de prisão e o desvio de dinheiro público, 2 a 12 anos.

O MPF também pediu que, além das penas de prisão, que todos os denunciados percam o direito de exercer o cargo ou função pública.


O meio literário e algumas curiosidades.




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O escritor Wolfgang Von Goethe escrevia em pé. Ele mantinha em sua casa uma escrivaninha alta.

O escritor Pedro Nava parafusava os móveis de sua casa a fim de que ninguém os tirasse do lugar.

Gilberto Freyre nunca manuseou aparelhos eletrônicos. Não sabia ligar sequer uma televisão.
Todas as obras foram escritas a bico de pena, como o mais extenso de seus livros, Ordem e Progresso, de 703 páginas.

Euclides da Cunha, Superintendente de Obras Públicas de São Paulo, foi engenheiro responsável pela construção de uma ponte em São José do Rio Pardo (SP).
A obra demorou três anos para ficar pronta e, alguns meses depois de inaugurada, a ponte simplesmente ruiu.
Ele não se deu por vencido e a reconstruiu.
Mas, por via das dúvidas, abandonou a carreira de engenheiro.

Machado de Assis, nosso grande escritor, ultrapassou tanto as barreiras sociais bem como físicas.
Machado teve uma infância sofrida pela pobreza e ainda era míope, gago e sofria de epilepsia
Enquanto escrevia Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado foi acometido por uma de suas piores
crises intestinais, com  complicações para sua frágil visão.
Os médicos recomendaram três meses de descanso em Petrópolis.
Sem poder ler nem redigir, ditou grande parte do romance para a esposa, Carolina.

Graciliano Ramos era ateu convicto, mas tinha uma Bíblia na cabeceira só para apreciar os ensinamentos
e os elementos de retórica.
Por insistência da sogra, casou na igreja com Maria Augusta, católica fervorosa, mas exigiu que a cerimônia ficasse restrita aos pais do casal.
No segundo casamento, com Heloísa, evitou transtornos: casou logo no religioso.
 
Aluísio de Azevedo tinha o hábito de, antes de escrever seus romancesdesenhar e pintar, sobre papelão,
 as personagens principais mantendo-as em sua mesa de trabalho, enquanto escrevia.

José Lins do Rego era fanático por futebol. Foi diretor do Flamengo, do Rio, e chegou a chefiar a delegação brasileira no
Campeonato Sul-Americano, em 1953.
Aos dezessete anos, Carlos Drummond de Andrade foi expulso do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo (RJ),
depois de um desentendimento com o professor de português. Imitava com perfeição a assinatura dos outros.
Falsificou a do chefe durante anos para lhe poupar trabalho. Ninguém notou. Tinha a mania de picotar papel e tecidos.
Se não fizer isso, saio matando gente pela rua". Estraçalhou uma camisa nova em folha do neto.
"Experimentei, ficou apertada, achei que tinha comprado o número errado. Mas não se impressione, amanhã lhe
dou outra igualzinha."

Numa das viagens a Portugal, Cecília Meireles marcou um encontro com o poeta Fernando Pessoa no
café A Brasileira, em Lisboa. Sentou-se ao meio-dia e esperou em vão até as duas horas da tarde.
Decepcionada, voltou para o hotel, onde recebeu um livro autografado pelo autor lusitano.
Junto com o exemplar, a explicação para o "furo": Fernando Pessoa tinha lido seu horóscopo pela manhã e
concluído que não era um bom dia para o encontro.
Érico Veríssimo era quase tão taciturno quanto o filho Luís Fernando, também escritor.
Numa viagem de trem a Cruz Alta, Érico fez uma pergunta que o filho respondeu quatro horas depois, quando
chegavam à estação final.

Clarice Lispector era solitária e tinha crises de insônia. Ligava para os amigos e dizia coisas perturbadoras.
Imprevisível, era comum ser convidada para jantar e ir embora antes de a comida ser servida.

Monteiro Lobato adorava café com farinha de milho, rapadura e içá torrado (a bolinha traseira da formiga tanajura),
além de Biotônico Fontoura.
 
Mário de Andrade provocava ciúmes no antropólogo Lévi-Strauss porque era muito amigo da mulher dele, Dina.
Só depois da morte de Mário, o francês descobriu que se preocupava em vão. O escritor era homossexual.
 
Vinicius de Moraes, casado com Lila Bosco, no início dos anos 50, morava num minúsculo apartamento
em Copacabana.   Não tinha geladeira.
Para agüentar o calor, chupava uma bala de hortelã e, em seguida, bebia um copo de água
para ter sensação refrescante na boca.

José Lins do Rego foi o primeiro a quebrar as regras na ABL, em 1955.
Em vez de elogiar o antecessor, como de costume, disse que Ataulfo de Paiva não poderia ter ocupado a cadeira por faltar-lhe vocação.

Jorge Amado para autorizar a adaptação de Gabriela para a tevê, impôs que o papel principal fosse dado a Sônia Braga.
"Por quê?", perguntavam os jornalistas, Jorge respondeu: "O motivo é simples: nós somos amantes." Ficou todo mundo de boca aberta.
O clima ficou mais pesado quando Sônia apareceu. Mas ele se levantou e, muito formal disse:
"Muito prazer, encantado." Era piada. Os dois nem se conheciam até então.

O poeta Pablo Neruda colecionava de quase tudo:
conchas, navios em miniatura, garrafas e bebidas, máscaras, cachimbos, insetos, quase tudo que lhe dava na cabeça.

Vladimir Maiakóvski tinha o que atualmente chamamos de Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC).
O poeta russo tinha mania de limpeza e costumava lavar as mãos diversas vezes ao dia, numa espécie de ritual repetitivo e obsessivo.

A preocupação excessiva com doenças fazia com que o escritor de origem tcheca Franz Kafka usasse
roupas leves e só dormiss
e de janelas abertas – para que o ar circulasse -, mesmo no rigoroso inverno de Praga.

O escritor norte-americano Ernest Hemingway passou boa parte de sua vida tratando de problemas de depressão.
Apesar da ajuda especializada, o escritor foi vencido pela tristeza e amargura crônicas.
Hemingway deu fim à própria vida com um tiro na cabeça.

O poeta português Fernando Pessoa tinha o hábito de escrever sob diversos heterônimos,
cada qual com estilo e biografia próprios.
Entre os heterônimos adotados estão Ricardo Reis, Alberto Caieiro e Álvaro de Campos.